Thursday, January 17, 2008

Paz...


Paz...

Há muito tempo que não me sentia tão em paz comigo mesmo. Já nem sequer me lembro da última vez em que o meu espírito se sentiu tão calmo e sereno. Mas saúdo este regresso a uma calma há muito ansiada, a uma serenidade há muito desejada...

Falar de paz é, neste caso, falar de paz de espírito. É falar de um estado de equilíbrio mental e espiritual que muito aprecio e que tão bem me faz. Sei que preciso de estar assim, neste patamar, nesta espécie de dormência, sem, no entanto, estar dormente. Sinto que é nesta aura que me encontro e reencontro com os meus vários "eus", com as minhas várias facetas. Noto que é nesta paz que me vejo e revejo como o ser que sou. Não que não o saiba de antemão, mas sim porque por vezes tendemos a negligenciar a nossa essência, e eu também não sou uma excepção...

Não sei exactamente o que me leva a este estado. Sei apenas que vou fazendo por isso, que vou procurando alcançar as minhas metas espirituais e que não desisto de atingir a plenitude que sei poder atingir. E essa plenitude está ao alcance de todos, desde que a queiramos...

Há dias estava inquieto, não me sentia em paz. Não fiz nada de extraordinário: apenas resolvi ser mais introspectivo, ser mais curioso sobre mim mesmo. Graças a isso, e à ajuda de Deus e de todos os que me costumam ajudar nestas horas difíceis, acabei por ter uma espécie de revelação e rumei a um lugar que sabia ser o mais indicado para o tão desejado reencontro do meu "eu" comigo mesmo. Fui com um companheiro de batalhas (principalmente destas...) e ao chegar lá tudo o que fiz foi falar. Comigo, com Deus, com os Anjos e Espíritos...até com os meus pais falei...E através disso fui reunindo pequenos pedaços de mim, pequenas peças soltas que, aos poucos, compuseram o meu puzzle espiritual. Aos poucos fui sendo invadido por um sentimento renovador, por um sentimento de alívio...

Chegava a paz. E com ela, a calma, o equilíbrio e a serenidade. O um voltava a ser uno. Tudo estava centrado novamente...

Se estou/sou completo neste momento? Não, claro que não. Nem sequer ousaria afirmar tal coisa! Não iria mentir ou pecar dessa forma. Não sou completo...mas sou mais que um esboço. Não estou completo...mas estou mais cheio do que vazio. E o que falta em mim completar, um dia, cheio irá estar. Isso posso eu garantir...

Se lá encontrei algo mais do que a minha pessoa? Digamos que também. Encontrei outras pessoas, outras almas, outras vivências que estavam ali para me ajudar. A elas, bem como aos seres anteriormente referenciados, o meu muito obrigado. É bom valermo-nos dos amigos, não é? Obrigado por tudo...a sério...

Paz...

Há muito que não sentia esta paz. A mesma que me diz que sou e serei capaz de andar para a frente sem, no entanto, nunca deixar de olhar para trás. Pois o passado mostra-nos de que forma o presente poderá condicionar o futuro. E se o futuro a Deus pertence, e nisso creio eu, apenas sinto que devo agradecer a quem me proporcionou este reencontro comigo mesmo, com o meu "eu"...

2 Comments:

Blogger Mónica said...

Ainda bem que consegues encontrar paz e calma na tua vivênciá, estas são peças fundamentais para sermos felizes e estarmos de bem com a vida. O mais importante é ir vivendo o dia a dia, tentando alcançar as nossas metas, preocupando-nos primeiro conosco e só depois com aqueles que merecem a nossa atenção...Um passo de cada vez, não podemos querer tudo de uma só vez! Aos poucos e poucos vamos conseguindo construir o nosso eu, a nossa vida e há-de chegar um momento na vida que podemos dizer de boca cheia: Somos Felizes!

10:27 AM  
Blogger Vanessa said...

"A paz não é um estado primitivo paradisíaco, nem uma forma de convivência regulada pelo acordo. A paz é algo que não conhecemos, que apenas buscamos e imaginamos. A paz é um ideal"...mas nunca ninguém impediu ninguém de lutar por ela, de a procurar, de a achar sem quê nem porquê.
Se encontraste agora a tua paz, ou se por enquanto ela está presente na tua vida...aproveita-a!

2:01 PM  

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